quinta-feira, 31 de maio de 2012

0167 - Soneto para a Camila do Nenhum de Nós


Depois da última noite de chuva, de festa,
Ela chorava e esperava que amanhecesse,
Tudo se explicava, talvez tudo isso cesse,
Talvez se abra pelo destino alguma fresta

Ela queria que fosse logo embora a besta
Que ele era levando as tardes de estresse,
As marcas vergonhosas, mas ele esquece
Todo seu feito, volta e mais ainda empesta

Com tanto terror psicótico, olhos insanos
A vigiá-la, a torturar seus dezessete anos,
Ela apenas baixava a cabeça e consentia...

Oh, Camila, que lembranças, triste mulher!
Fechar os olhos ver outra vez acontecer
Todo infortúnio que há anos te acontecia.

Francisco Libânio,
31/05/12, 12:49 PM
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