quarta-feira, 23 de maio de 2012

0129 - Soneto da cachoeira ladroeira


Apareceu como se fosse as Sete Quedas,
Garganta do Diabo que antes corrompera
Mil homens e em volta dela se aglomera
Outro milhar, arautos para dar às labaredas

Da retidão os que foram vendidos a moedas,
Cargos, favores e os caídos na cratera
Da cachoeira. A retidão reúne e delibera,
A cachoeira descriminará todas as azedas

Relações entre ela e seus corrompidos,
Mas até chamá-la, os arautos dão perdidos
E desculpas. Não mexa com os quietos

Vem a cachoeira. È silêncio o que era sonoro,
Os arautos, em público, ofendem-na em coro,
E aliviados, sopram-lhe obrigados secretos.

Francisco Libânio,
23/05/12, 1:07 PM
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