sábado, 12 de dezembro de 2009

Soneto da Maldade


Extraído de http://4.bp.blogspot.com/_zL3m2i3HEgk/SLd1lxCLioI/AAAAAAAAAEo/NnQGmoiLj80/s400/olhos.JPG

Ela é quem abastece os peitos dos elementos
A quem pouco ou nada custa a desventura
Alheia desde que seja só deles a brancura
Dos sucessos e cantá-los aos quatro ventos

É ela quem provoca o pior rebaixamento,
Aquele que ajusta os outros iguais a mais pura
Condição de coisa ou rival e conjectura
Contra eles para superá-los o mais odiento

Ardil. É ela, a quem estes chamam chance
E os outros chamam maldade, a pior doença
Que leva o doente à mais vil performance

Filha legítima do egoísmo com a inveja,
Mãe de várias vendetas e da desavença,
Ela contamina de si a boca que lhe beija.

Francisco Libânio,
12/12/09, 11:26 AM
Postar um comentário