segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

1768 - Soneto para o armário

E se indignou, com razão, o armário!
De repente, do nada o mundo o acusa
De guardar, além da roupa que se usa,
Um pessoal do tipo mais atrabiliário,

Preconceituoso, mentiroso e ordinário
Usando o preconceito como escusa.
Defendeu-se a dizer que gente obtusa
Não caberia nele. Que só o vestuário

E a bugigangada, tranqueira em geral
Tinha lugar. Pois lhe pediram o trivial,
Que abrisse as portas e essa questão

Estava resolvida. O armário ia se abrir
Quando cristalinamente pôde se ouvir
Vir de dentro um grito uníssono de não.

Francisco Libânio,
15/08/14, 12:01 PM
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