terça-feira, 6 de janeiro de 2015

1762 - Soneto para o DVD

Quando era a novidade, som estéreo,
Imagem perfeita e quase a realidade,
O DVD vivia com ares de autoridade
Máxima. Sobre ele todo dito era sério,

Toda crítica, imperdoável despautério,
Ele adorava viver como celebridade,
Amava ser referência à modernidade,
Mas, ingênuo, não via fim do império

Que vivia. Obsoleto é o vídeo-cassete,
Dizia. Fitas, peso. Não me acomete!
Jurava. A tecnologia, sempre andando

Pra frente, não ouviu, mas, clemente,
Dá ao DVD uma sobrevida plangente,
Mas o derrubará sem prévio comando.

Francisco Libânio,
06/08/14, 3:33 PM
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