segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

1766 - Soneto para o walkman

O walkman olha esse povo escutando
Música pelos fones de seus celulares
Sem invejar a onda desses seus pares
E menos com eles assim, em bando.

Ele deseja ser duradouro o comando
Dos polivalentes e que nesses lugares
Onde eles são um dos fortes pilares
Da diversão haja sinal mais que brando,

Mas potente sem nunca deixar na mão
Os ouvintes. Só a música era intenção
Na sua época. Hoje é mais que o som,

É comunicação, notícia e a futilidade
Em geral. O walkman não tem saudade,
Ele aproveitou os dias em que foi bom.

Francisco Libânio,
13/08/14, 8:44 PM
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