quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

1763 - Soneto para o radinho de pilha

Sem pilha e, por isso, já afônico
Há algum tempo, o rádio de pilha
Orgulhoso por portar tanta milha
Vivida e tanta história, canônico,

Tinha vaticinado seu anacrônico
Existir. Não o revoltava a trilha
Sonora atual. Toda essa maravilha,
Sabia bem, e o mix do sinfônico

E o tecnológico tinha o seu dedo.
Afirmava sem vergonha ou medo
A quem quisesse ouvir descrente

Que nesses smartphones pela aí,
Nada há novo. “Não me surpreendi!
Pois eu fui o smart de antigamente!”

Francisco Libânio,
08/08/14, 12:11 PM
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