segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Meu mundo


Meu mundo de muitas letras e poucas obras
É um monte de escombros, cacos, estilhaços,
Meu mundo que eu esperava viver de abraços,
Quando tem um, ele pega do que são sobras

Meu mundo, antes de sorrisos e de luzes cheias,
Não pagou a conta e os sorrisos foram embora,
A escuridão e a penumbra vão além da sua hora
Onde havia frases bonitas tem sombras feias

Meu mundo, tão internalizado e tão ensimesmado,
Caiu do décimo quinto andar e afundou o chão,
Vendeu amor por ninharia e tomou emprestado

O amor alheio como se fosse seu. Ficou a lição
De que o mundo aceita o que está ao nosso lado,
Mas não admite a órbita nesse outro por missão.

Francisco Libânio,
13/12/10, 3:09 PM
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