segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Meu mundo


Meu mundo de muitas letras e poucas obras
É um monte de escombros, cacos, estilhaços,
Meu mundo que eu esperava viver de abraços,
Quando tem um, ele pega do que são sobras

Meu mundo, antes de sorrisos e de luzes cheias,
Não pagou a conta e os sorrisos foram embora,
A escuridão e a penumbra vão além da sua hora
Onde havia frases bonitas tem sombras feias

Meu mundo, tão internalizado e tão ensimesmado,
Caiu do décimo quinto andar e afundou o chão,
Vendeu amor por ninharia e tomou emprestado

O amor alheio como se fosse seu. Ficou a lição
De que o mundo aceita o que está ao nosso lado,
Mas não admite a órbita nesse outro por missão.

Francisco Libânio,
13/12/10, 3:09 PM

2 comentários:

Graça Pereira disse...

Lindissimo poema ! Não é só o teu mundo...o nosso, está assim mesmo: em pedaços, escuro, um lugar feio sem sorrisos e muito menos ,sem cor!
Perdemo-nos uns dos outros ou ele nos perdeu a nós... Deus, teria de fazer uma réplica, já que todas as obras preciosas têm uma cópia... e então, começariamos tudo de novo!
A propósito, é Natal...talvez o Deus Menino venha num momento urgente... e ainda haja esperança para nós!!
Feliz Natal e um Ano Novo muito prometedor.
Beijo
Graça

Chef Daniel Deywes disse...

Engraçado ...

Fui fazer uma busca para uma poesia minha e achei a sua ...

Bom, estou te seguindo ...

abraço poeta