quinta-feira, 12 de junho de 2014

1698 - Soneto para um itabirano

Tem hora que bate a saudade...

De que adianta nascer em Itabira,
Ser triste, ser orgulhoso, de ferro
E trazer no peito o itabirano berro
De ser da terra do poeta cuja mira

Sempre será ele? Se lá que respira
Poesia e minério onde, sem ter erro,
Se é de ferro, como ver o desterro
Em outra cidade onde se transpira

Cultura, beleza, e onde o itabirano
É tido por poeta de primeiro plano
E para os fãs da poesia um herói?

Que adianta ser de Itabira e, adrede,
Itabira ser só um quadro na parede,
E daquele tipo de quadro que dói?

Francisco Libânio,
21/05/14, 12:32 PM
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