quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Uma rosa morreu


Uma rosa morreu. Lastima-se o Jardim,
A beleza da rainha das flores é passado,
O presente é uma tristeza que, sem fim,
Deixa-o mais opaco e esbranquiçado

Sobra agora o espaço que era da rosa,
Insubstuível? Talvez. O futuro é incerto,
Mais feio, com certeza, e mais esperançosa
É a previsão do que está em aberto.

Nascerá uma outra rosa assim tão bonita?
Será ela assim, tão rubra e tão perfeita?
Merecerá alguma flor o lugar que era seu?

Não se sabe. Cabe agora velar a proscrita,
O Jardim é o presente com a célula desfeita
E chora, como um peito, a rosa que morreu.

Francisco Libânio,
19/08/10, 7:15 PM
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