terça-feira, 10 de novembro de 2009

Soneto da Madrugada


Extraído de http://blufiles.storage.msn.com/y1p1bIRSgo3vP1MOMzVmjI1JjlUP9k9mKXukDHs8u9rmKoIFmEARTEEOnrNy8herCxJMHbifm8FCNU

Não penses que é por ti que me quedo
Acordado enquanto se dorme o sono justo
Ou se ama por aí seja a amor ou a custo,
Amada, mas saberás parte do segredo

Sim, teu vazio ao lado me é um susto,
Uma dura falta com a qual me enredo,
Mas eu a venço e mais ao sabido medo
De não te suplantar, subjugo-os e degusto

Com prazer sem igual ao me envolver
Ardente com outra, seja ela imaginada
No verso ou deitada em minha cama

E enquanto escrevo, ela se esparrama
No teu vazio e eu desperto na madrugada
Refazendo-me pra ela ao te escrever.

Francisco Libânio,
08/08/09, 1:51 AM
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