quarta-feira, 9 de setembro de 2009

44 - Ao escrever um poema, assim que o termino


Extraído de http://static.open.salon.com/files/writing1228511911.gif

Ao escrever um poema, assim que o termino
Há outro poema louco querendo vir à luz.
Ele luta pela sua sobrevivência ante ao capuz
A amordaçá-lo no escondido onde o confino.

Porque, se um nasce, ele acha que faz jus
A nascer também. E está certo. É genuíno
O que quer. Então luta por ele com tigrino
Instinto de se ver livre. E eu que me opus

A isso, convenço-me meio na força bruta,
Força pela qual fui subjugado e é irresistível
Se eu me meter enfrentá-la em justa luta.

Ao poema abro as portas, faço sua vontade
Sem saber como lhe negara o inamovível
Direito quem qualquer um tem à liberdade.

Francisco Libânio,
05/09/09, 10:33 AM
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