quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Teu sorriso


Branco em meio à tua tez escura
É o contraste que divide as cores,
É a paz que minha alma procura.

Francisco Libânio,
02/09/10, 12:26 PM

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A coisa certa


Pedes-me que eu fale a coisa certa ou a faça.
Certo. E eis que se fez uma grande interrogação
Em minha mente. Coisa certa, coisa certa. Caça
Que caça uma palavra, um gesto, uma ação

Teu olhar de espera tristeza e o tempo que passa,
A coisa certa, a coisa certa... Céus! Fala, dá uma noção
De coisa certa, qualquer uma que te satisfaça
Ou qualquer coisa que possa atingir teu coração

Enquanto isso, teu silêncio me repreende duro,
Chama-me de insensível, de tolo, de incompetente,
Questionas meu amor por eu não te demonstrá-lo

Eis que, pressionado, apelo para um tiro no escuro,
Tomo-te em meus braços e te beijo ardentemente
Se foi a coisa certa não sei, mas aprovas tal regalo.

Francisco Libânio,
31/08/10, 9:30 PM

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vácuo


Eu agradeço pelo que fizeste em minha vida
Que em poucos meses aconteceu como anos
Meteoricamente, criando ideias, dando planos
Enquanto me fazia amado e eu te fazia querida

Eu peço desculpas pelos meus erros humanos
Demais que a persistência tentou pôr perdida
A história mais bonita que foi contigo dividida
E foi bonita e marcante apesar de tantos danos

Eu não falo mais nada, pois minha boca peca
Quando fala de ti. De árvore frondosa faz seca,
Do colorido que nos envolvia só resta o opaco

Acinzentado e árido que é e um invernal vácuo
Em que não se respira, não se olha, não se sorri
Nem deixa provar o amor que ainda sinto por ti.

Francisco Libânio,
31/08/10, 1:52 AM

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Exercício ou tentativa de poema 01


Qualquer dia, meus sonetos escritos e incógnitos,
Por atacado, vivos além do poeta que os escreveu,
Serão lidos por alguém e este alguém que os leu
Crerá que eles são algo mais do que só insólitos

Ou apaixonados demais ou sem algum conteúdo
Ou falsamente rebuscados. Quem os ler sentirá
Que em meu tempo sentimentos existiram e que há
Solução, mas e daí? Até lá terá se acabado tudo

Este poeta que os escreveu sem ser lido sequer
Pela mulher que amou, mulher esta que também
Não existirá mais e que nem poderá se defender

Casos os leitores acusem-na pela alma impiedosa
Por não amar quem a amou. Mas até aí, tudo bem,
O poeta, enfim lembrado, agradece a menção honrosa.

Francisco Libânio,
30/08/10, 7:03 PM

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Das boas intenções


Nada serviria melhor de atenuante a um coração
Do que a bondade que ele tem ao agir,
Mas cuidado. Que até mesmo uma dita boa ação
Pode uma passagem ao inferno garantir.

Francisco Libânio,
26/08/10, 9:26 AM

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Na Montanha


O povo se amontoa para assistir um Doutor
Sem instrução, sem diploma, sem nenhuma
Especialização. Apenas espera e se arruma
Para escutar do alto da montanha aquele Orador

Eis que aparece Ele e com simples frases
O povo é agraciado com tantos ensinamentos,
Tanta sabedoria, paz e todos os alentos
Para que aquela gente pacata crie bases

Para uma vida melhor, não mais abastada,
Mas mais rica humana e espiritualmente
E aquela montanha nos legou boas heranças

Ficando para todo o sempre lembrada
Por nós, que sem a sorte daquela gente,
Tivemos escritas dali as bem-aventuranças.

Francisco Libânio,
24/08/10, 12:58 PM

terça-feira, 24 de agosto de 2010

01 - 23-08-10


Que a loucura da cama esteja além dela,
Que a disposição de amar deitados viva
Quando nos levantarmos e esteja altiva
Para quando tivermos medo de perdê-la

Bem como estivermos perdendo o senso
E que sejam esta loucura e esta disposição
Combustível e alicerce para nossa paixão
No momento mais fraco e no mais intenso

Que a loucura e a disposição sejam juízas
De todas as nossas decisões mais sensatas
E provoquem nossas melhores loucuras

Para nos abraçarem com as doces brisas
Dos amores em violentíssimas cascatas
Após vencermos no cotidiano as agruras.

Francisco Libânio,
23/08/10, 1:54 PM