sexta-feira, 5 de agosto de 2011

0125 - Soneto do meu tédio


Brinco com meu tédio, sexta-feira,
Frio no litoral, nada para se fazer,
Sem boca pra beijar nem entreter
O dia fica uma terrível pasmaceira

Meu tédio é cruel e na brincadeira
Que faço com ele, é por prazer
Que me joga o ido como a dizer:
Fui teu amigo pela tua vida inteira

Tem razão esse maldito tédio,
Minha vida foi isso não nego
Tédio no amor, tédio no apego

Tédio na vida, tédio sem remédio
Mas escrever vem como prece
Escrevo e ele, por hora, desaparece.

Francisco Libânio,
05/08/11, 6:29 PM
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