quarta-feira, 25 de abril de 2012

0127 – Soneto direto para uma indireta 02



Mas sabes o que é, de verdade, tua indireta?
Uma pequena, inútil e atípica bomba atômica
Que pode falhar, o que a faria demais cômica
E de ti, criador, entre os patetas o grão pateta

Mas se ela explode, digo-te, a explosão afeta
Mil à esquerda e à direita de forma randômica,
Impensada e cretina, destruição super sônica
Que o fim de caras relações impõe e decreta,

Pois tuas palavras podem achar desdito eco
Em quem nada tinha contra ti, um golpe seco
Num inocente e enquanto achas que ribomba

Tua grande indireta no alvo, descobres tarde:
Ele é imune a esse tipo de ataque covarde
Ou nem estava por perto ao cair da bomba.

Francisco Libânio,
25/04/12, 2:52 PM
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