O lápis dizia portar uma riqueza
O grafite que, primo do diamante,
Deveria valer mais ou o bastante,
Mas não valia. Faltava-lhe dureza,
Faltava-lhe valia sobrava aspereza.
A ponta do lápis que num instante
Escrevia e desenhava tão brilhante
No conteúdo sofria a má surpresa
Da ponta quebrada. Eis o horror!
Como ele podia defender o valor
De uma riqueza que fácil estraga?
E mais, como poderia valer igual
Ao diamante um tesouro que mal
Escreve algo e a borracha apaga?
Francisco Libânio,
21/08/14, 12:32 PM
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