segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

746 - Soneto dos mamilos censurados

Realmente... O dela deve ser diferente do meu.

Por que em qualquer foto de nu feminino,
Tapam-se os mamilos e deixam os peitos?
É uma forma de manter os tais respeitos
Preservando a família do lance fescenino?

Mas por quê? Mamilos, têm mulher, menino,
Menina e mesmo homem. São pré-feitos
Já no útero e sofrem esses preconceitos,
Não vai mostrar! Atiça o desejo masculino!

Estranho isso. Mamilo muito mais iguala
Mulher e homem, mas disso não se fala,
Mostra o peito, tapa o bico e vai embora!

Bem mais justo ou mais lógico pareceria
Cobrir o peito dissipando assim a alegria
Masculina a brochar vendo o bico de fora.

Francisco Libânio,
11/02/13, 1:21 PM

domingo, 10 de fevereiro de 2013

745 - Soneto do domingo de carnaval

Deixa que amanhã vai ter...

Se no sábado a pegação foi frustrada,
No domingo tiro a barriga da miséria,
Afinal, aqui o tesão corre pela artéria
E minha libido precisa ser logo liberada!

E na segunda noite eu pego a putada,
Mostro que domino doutor essa matéria
E conto cada foda com toda a pilhéria
Que a foda casual merece ser contada,

Ao baile! Hoje tem rodo, tem bacanal,
Hoje que faço valer o que é o Carnaval,
Mas tá difícil. Deixa que já-já melhora.

Fim de soneto e eu não como ninguém,
Do meu lado até um monstro se deu bem
E eu aqui de vela! Melhor então ir embora.

Francisco Libânio,
10/02/13, 9:37 PM

744 - Soneto que se desnuda na avenida

Deixa a menina!

Qual a passista em trajes diminutos
Que mal cobrem o mamilo erotizado,
Este soneto não fica assim acanhado
Gozando de todos os bons usufrutos

E se valendo de todos salvo-condutos
Para, nessa época do ano, sair pelado
Sem dar confiança a quem olha de lado
Condenando como o pior dos polutos

E daí que a nudez da mulher é gratuita?
Eu bato palmas para a coragem e muita,
Mas muita palma ainda pelo belo colírio

Que essas mulheres jogam na avenida
Enquanto a hipocrisia se retorce doida
Ao passar esse lindo e desnudado círio.

Francisco Libânio,
10/02/13, 10:55 AM

sábado, 9 de fevereiro de 2013

743 - Soneto do sábado de carnaval

Paradinho vendo as gostosas passando sem fazer nada... Tão eu.

Quando a folia começa oficialmente,
Duro é saber por onde se começa.
Qual mulher pego primeiro? Essa?
Aquela? A mascarada? A sorridente?

Beber, eu bebo o que vier pela frente,
Há muito para vir antes que amanheça,
Vou me esbaldar e vou curtir à beça,
Vou passar o rodo e vou sair contente,

Tipo o cara de sertanejo universitário
Em pleno carnaval. O bloco é cenário
E o sábado é o começo da festança.

Foda é que a manhã tá chegando aí
E eu tô igual a escultura da Sapucaí,
Só vendo a pegação nessa pujança!

Francisco Libânio,
09/02/13, 7:59 PM

742 - Soneto enredo

Talvez a única relação entre carnaval e Roma Antiga sejam as bacanais. O que é ótimo.

Que os sambas-enredo sejam a alma
Do desfile como a bateria é o coração
Não discuto. Se ela irradia a emoção
Sem deixar quieta na avenida vivalma,

Eles, crias de gênios dignos de palma,
Sempre foram letras de muita inspiração,
Mas hoje talvez falte mais dedicação,
Basta analisa-los com bastante calma:

Sempre rola um clichê histórico: Roma,
Grécia, descobrimento e aí um axioma
Criando ligação com o tema da escola,

O ritmo é repetitivo, mas repetitivo o é
Também o jazz, só que não diz no pé,
Porém é mais interessante e não enrola.

Francisco Libânio,
09/02/13, 10:14 PM

741 - Soneto da avenida paulistana

Só a Gaviões estraga o desfile em Sampa.

E dizem aí que paulista não samba,
Não saca picas do que é carnaval
Faz uma festa que até parece igual,
Mas que não é desfile. Caramba!

Eu sei, admito não ser um bamba
No assunto, mas meter assim o pau
Na nossa folia precisa ser um animal
Mais ignorante ainda que descamba

Pra completa ignorância sem saber
Diferenciar quesito e quer entender
De tudo culpando a mera geografia.

Pra mim, se é paulista ou se carioca,
Carnaval é igual e apenas se desloca
Com as peculiaridades de cada folia.

Francisco Libânio,
09/02/13, 9:29 AM

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

740 - Soneto meticuloso

A melhor!

Diga aí, mas seja preciso e me detalhe,
Uma mulher perfeita deve ser boazuda?
Pernas bem torneadas, bem bunduda,
Um par de peitos que muito chacoalhe

Durante a transa? Que se emporcalhe
Toda quando se goza e vai, na caruda,
De boca, gulosa, na pica suja e taluda
E rápido antes que o leite dela coalhe.

É essa atitude esperada de uma mulher?
Prefiro detalhar minha a visão de prazer,
Que tem sexo e erotismo, mas não só.

Prefiro a mulher que, depois que eu goze,
Viva comigo a perfeita e ideal simbiose,
Seja amante na cama e fora, meu xodó.

Francisco Libânio,
08/02/12, 8:02 PM