segunda-feira, 17 de setembro de 2012

0454 - Soneto do campeonato argentino

É um espetáculo à parte. Vale a pena ver mesmo quando vira vale-tudo.


Futebol que significa fibra, que é raça,
Que significa disposição ou virilidade,
E às vezes se confunde com maldade,
Mas, lá na cancha, a manga arregaça

Também o atacante que vem e passa.
Esse o futebol argentino, de verdade!
Técnica, tática tem também e vontade
Da vitória. Sempre há um atleta à caça

Do gol, da bola, da perna do adversário,
Sempre há o vigor além do necessário
E sempre há uma devotíssima hinchada

Futebol argentino, o olhado de través,
Com desconfiança põe a alma nos pés
E faz-se força difícil de ser derrubada.

Francisco Libânio,
17/09/12, 12:53 PM

0453 - Soneto do campeonato espanhol

O dia que o Tenerife ganhar o Espanhol terei alguma fé na humanidade


Há quem a chame Liga das Estrelas,
Há quem diga que lá é que acontece
O grande clássico, o que estremece
As bases, pondo quase a cedê-las,

Ok, é fato: a Liga tem muitas delas,
Não se descarta jamais um Messi,
Um Cristiano Ronaldo. Se aparece
Um dos dois é garantia de belas

Jogadas, provável gol da semana,
Mas é a partir daí que nos engana
A mídia, que ao torneio superabona,

Porque fora um campeão bissexto,
Há uma puta distância entre o resto
E a dupla Real Madrid e Barcelona.

Francisco Libânio,
17/09/12, 7:30 AM

sábado, 15 de setembro de 2012

0452 - Soneto do campeonato italiano

Opinião pessoal, ok, mas eu não gosto tanto assim do futebol italiano. Saudade dos tempos de Falcão, Zico, Careca e Cerezo.


Antes, de dez em dez jogadores
Iriam jogar na Itália. Era a Meca
Do futebol, verdadeira cracoteca
Em que jogavam só os melhores

Brasileiros, então, eram senhores,
Mas aí, os escândalos na loteca
De lá mais concorrência... A peteca
Caiu e os craques aos arredores

Foram, o calcio perdeu o embalo,
Mas os clubes ainda são um calo
Doído em parelhas internacionais,

Mas o italianão não é mais aquele,
O craque que desponte e se revele
Na Itália ele não prefere ficar mais.

Francisco Libânio,
15/09/12, 10:04 PM

0451 - Soneto do campeonato inglês

Inglaterra e seu eterno leão. Até no futebol... (Esses sonetos sobre campeonatos são exercícios mesmo)


Liverpool, Chelsea ou Arsenal?
Em Manchester, United ou City?
Ou um time menor que credite
Engrossar a vida dum maioral?

A Premier League é, sim, a tal
Mesmo que ela não te excite
E haja um abismo entre a elite
E o resto, o torneio é genial!

Desfaça-se do antigo chutão,
A técnica veio à ilha e então
Jogou-se fora a velha escola

Agora, dinheiro e excelência
Chutaram a feiura e violência,
Fazendo valer somente a bola.

Francisco Libânio,
15/09/12, 11:39 AM

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

0450 - Soneto aos peitos reais

Deixa a menina curtir, pô! Ela só é duquesa em eventos oficiais.


Pegaram a Kate Middleton nua,
Foto da duquesa, seios ao léu
E felizes curtindo o sol do céu
E ela sem cara de quem amua,

Pô, será que ser nobre desvirtua
A mulher? Não lhe cabe o papel
De plebeia normal sem o tal véu
Que como duquesa a conceitua?

Olha que nessa Inglaterra maluca
Ser da família real detona a cuca
E enche os paparazzi de alegria

Então deixe-se a duquesa em paz,
Aquiete-se essa bisbilhotice voraz,
Liberdade anônima à real peitaria.

Francisco Libânio,
14/09/12, 8:00 PM

0449 - Soneto do feriado extraordinário

Não acho Prudente uma cidade bonita, mas essa foto do Centro da cidade é linda.


Depois do dia sete, Independência,
O setembro reserva no calendário
Feriado específico, extraordinário
Ao povo de Prudente, beneficência

Bem vinda, claro. É a equivalência
Ao grito do Ipiranga o aniversário
Da cidade. Não podia ser contrário
Ter um feriado pela sua existência.

E assim, os prudentinos gozamos
Nosso dia “pátrio”, mas não vamos
À praia, que, próxima, nenhuma há

Solução, até pela menor despesa,
Ou aproveitar o feriado na represa
Ou molhar a bunda no rio Paraná.

Francisco Libânio,
14/09/12, 11:56 AM
(aniversário de Prudente)

0448 - Soneto do termo dado e mal julgado

Senta lá, Claudia, e me deixa dar em paz, pô!


Disse a Xuxa, não fosse famosa,
Ela daria muito. Aí caiu o mundo
O termo, dito chulo, bateu fundo
Na sociedade hipócrita e raivosa

A rainha dos baixinhos chorosa
E de sucesso já bem moribundo
Vem às falas com esse imundo
Verbo de conotação maliciosa,

Dar, trepar, foder ou fazer sexo,
Há um rol amplo como complexo
E difundido e ninguém fala nada,

Mas a Xuxa, ela que seja polida
Sem dizer que deu e foi comida,
No máximo, diga que foi beijada.

Francisco Libânio,
14/09/12, 11:30 AM