
Nada serviria melhor de atenuante a um coração
Do que a bondade que ele tem ao agir,
Mas cuidado. Que até mesmo uma dita boa ação
Pode uma passagem ao inferno garantir.
Francisco Libânio,
26/08/10, 9:26 AM
Um dia pensei que ser poeta fosse pegar palavras e rimar. Rimei duas. Certo. A continuar, rimei mais. A cada rima correta um passo, mas era de estranhar que a estrofe rimada assim, reta, não era uma poesia, mas a abjeta pretensão de quem quis cantar sem ter em si qualquer emoção. Rimado, mas sem algum sentimento, Frases que eram levadas pelo vento. Até que o dei pra ouvir o coração, pensar com amor e viver com alegria e desde então fui escrevendo poesia. Francisco Libânio





Eu não colocaria coroas de flores na porta de casa nem uma faixa pra dizer o quanto estou feliz em te ver de novo. Porque as coroas de flores me cheiram despedidas e as faixas parecem publicidade, seja comercial seja política. E meu peito não precisa soar como patrocinadores nem como apoios com intenções espúrias.
Eu não diria que estava com saudade nem recitaria um versinho. A saudade existia até eu saber que virias e o versinho poderia soar piegas ainda que fosse um soneto de Vinicius. Além do mais, tudo o que devia ser escrito sobre amor já foi. Eu não saberia ser novo, não saberia ter o impacto necessário pra deixar o momento mais especial.
Por isso, estarei à porta de casa de mãos nuas, boca fechada, mas coração cheio. Quando eu te vir virando a esquina, apenas curtirei a curtíssima eternidade que nos separa até o beijo que selará a tua volta. Como foi ontem e como será amanhã. Mais um dia acabou e outro dia virá.
E amanhã estarei com as mesmas dúvidas sobre como te receber bem e o que fazer pra quando chegares.
Francisco Libânio,
13/08/10, 9:36 PM