Um dia pensei que ser poeta
fosse pegar palavras e rimar.
Rimei duas. Certo. A continuar,
rimei mais. A cada rima correta
um passo, mas era de estranhar
que a estrofe rimada assim, reta,
não era uma poesia, mas a abjeta
pretensão de quem quis cantar
sem ter em si qualquer emoção.
Rimado, mas sem algum sentimento,
Frases que eram levadas pelo vento.
Até que o dei pra ouvir o coração,
pensar com amor e viver com alegria
e desde então fui escrevendo poesia.
Francisco Libânio
Extraído de http://populo.weblog.com.pt/arquivo/professor.jpg Segundos pais, não. Sim, peças imprescindíveis Para nosso futuro e exemplos para nossa qualidade Seja com ensinamentos ou atos, são inesquecíveis E tão ou mais valiosos quanto uma paternidade. Francisco Libânio, 15/10/09. 10:51 PM
Vejo-te de espaldas contra a luz por trás de ti, Teus contornos não são só teus. Eu os tenho É isso que, com meus olhos neles, eu decidi E para tanto, empregarei todo meu empenho
Por sorte, este trabalho não será tão ferrenho. Queres também que eu tenha tudo o que vi Tanto que lançaste mão deste teu engenho E me carregaste e agora me tens todo teu aqui.
Depois de me tomar, trouxeste-me a tua casa, Deitaste-me ao teu leito como se embalasse Uma cria. Beijo, colo, uma bondade que arrasa E eis que me fizeste teu como se num passe
De mágica. E ainda eu, como se conservasse Algo de mim, de forma sem sentido de tão rasa Digo que te tenho, mas ao ver agora tua face Entrego-me teu por fiança meu corpo em brasa. Francisco Libânio, 13/10/09. 1:33 PM
Manto azul, mãos prostradas em oração, Foi achada num rio por três pescadores. Adorada, ela foi intercessora de favores, Atribuíram-lhe milagres, fez-se a devoção.
E agora, tu, ó mãe, padroeira da Nação, Como farás para lidar com os detratores Descrentes, violentos, vis e profanadores Que te agridem, mas gozam em diversão
Do teu dia, o dia em que há mais fervor, Mais fé e que te lembram como padroeira Com devoção o crente e displicência o vil?
Eu, que não creio, aprendo apenas o amor Teu, exemplo que pregas como a primeira Santa, a mais amada e querida do Brasil. Francisco Libânio, 12/10/09, 11:04 AM
Não se questiona que todas mulheres são bonitas, sejam elas como forem. Há em todas alguma beleza e, mesmo que não se ache nelas aquela beleza física que instiga ou mesmo alicia os hormônios do homem, a simples possibilidade delas serem mães já as transforma numa beleza pujante.
Mas me remeto àquelas que são mais novas. Aquelas que ainda trazem um pouco do frescor infantil. Àquelas que, no alto dos seus dezessete anos, cheiram um pouco a leite materno ou mesmo a cuidados de mãe indo até as de vinte, que se preparam pra vida adulta já sabendo o que querem seja da vida, seja do homem. E todas nesse intervalo carregam ainda as recomendações de que moças sérias não fazem isso nem aquilo. Agora caberá à dona Consciência, recém dona das cabeças dessas moças decidirem quais ensinamentos aplicar ou não e como.
Vejo moças dessa idade perto do cursinho onde freqüento. Em algumas delas, dona Consciência deu aquele golpe a la 1964 e decretou o AI-5 contra todo mandamento materno. Intitulou-os caretice e resolveu guiar com mão de ferro e ideologia heterodoxa o país recém soberano chamado mulher. Em outras, a balada é outra. E essas ouvem as primeiras com aquele risinho envergonhado meio reprovando meio querendo ser igual. De uma forma ou de outra, elas, como países que vieram de adquirir sua soberania buscam seu espaço. Aliam-se às iguais, confrontam as diferentes, aprendem, apreendem. Algo muito engrandecedor pra todas.
De certa forma, elas me acompanham sem saber. Vejo-as no ônibus, na rua, nas calçadas, nas escolas. São mulheres que ou acabaram de ser mulheres ou ainda estão a caminho. E aí se vê uma certa insatisfação física, um desejo de querer ser como a moça do outdoor ou da revista. Mas elas ainda têm um ano ou dois para que a natureza termine a reforma. Se não vai ficar como a Juliana Paes ou outra qualquer é porque o projeto não era esse, afinal nem toda casa precisa ter duas suítes e garagem pra cinco carros. Uma quitinete bem arrumada, bem acabada e bem localizada também tem seu charme.
Não sei como elas me vêem. Talvez como um tio arredio que não fala (pra sorte de algumas) e que mais as observa. Confesso que ao vê-las, seja com suas bermudinhas curtas e pernas a mostra (porque elas querem exibir o que tem de bom) ou mais comportadas e conversando entre elas, não tenho o que falar. Não são do meu tempo, não vibramos na mesma sintonia. Prefiro ser observador com elas. Até porque muitas são excelentes visões. Mas as que rompem isso e se permitem a uma troca com pessoas mais velhas, a coisa flui muito melhor. E vejo que elas podem até ser novatas como mulheres, mas ensinam coisas muito boas.
Se o que eles querem é prazer, vinho e orgias, Deixa-os. Quem sabe não estarão certos. Se eles são – mesmo – nisso tudo grandes expertos, Baco lhes cobrará o saber daqui alguns dias Francisco Libânio, 23/09/09, 5:25 PM